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Eu sou a impossibilidade de voltar atrás,
Um pedido de perdão que jamais perdoa,
A prontidão de ajudar quem nos desprepara,
A dor de consolar quem nos desconsola,
A vontade de amar quem nos abandona...
Eu sou, mas não se pode ver.
E vejo que, mesmo verdade não tendo, posso dizer
Que fiz tudo pra ser, num momento,
Sua felicidade etérea,
Sua brincadeira mais séria,
O mais entusiasmado estupor.
sábado, 8 de março de 2008
Poema de minutos
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Vou fundo o quanto posso
Passo o dia a observar o mundo
Faço força pra passar a fossa
Possa ela me abraçar ou não.
Vou fundo o quanto posso
Passo o dia a observar o mundo
Faço força pra passar a fossa
Possa ela me abraçar ou não.
quinta-feira, 6 de março de 2008
Silencia a dor.
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Ao passo que aparo a chuva
Disfarço a loucura, deixando o chapéu encobrir-me o olhar.
Nada faço pra evitar o vento,
Mas escondo do tempo as rugas que em minha face fez brotar.
Dirijo-me ao carro
Percebendo o orvalho umedecer a sola dos velhos sapatos negros.
Acendo um cigarro
Depois de um rotineiro escarro pra espantar os meus medos.
Não que me faça bem o que vou fazer...
Mas penso ser gentil com quem faço.
Livrar alguém de viver essa vida passo a passo
É adiantar-lhe o grande momento do viver...
[...]
Carro estacionado ao fim da rua
Inicia-se minha sina: findar a sua
Defender-te desse arremedo de vida
Despertar-te dessa noite mal dormida
Passos leves pra invadir tua prisão
Pois chamas de lar o que tenho por clausura
Assim como chamo de remédio o que tens por loucura
Poucos minutos restando pra mitigar teu coração,
Livrar tua alma desse teu escuro porão.
Entenderás que aqui a voz do “livre arbítrio”
Não soa nem mais alto nem mais forte que teus gritos.
Ao passo que aparo a chuva
Disfarço a loucura, deixando o chapéu encobrir-me o olhar.
Nada faço pra evitar o vento,
Mas escondo do tempo as rugas que em minha face fez brotar.
Dirijo-me ao carro
Percebendo o orvalho umedecer a sola dos velhos sapatos negros.
Acendo um cigarro
Depois de um rotineiro escarro pra espantar os meus medos.
Não que me faça bem o que vou fazer...
Mas penso ser gentil com quem faço.
Livrar alguém de viver essa vida passo a passo
É adiantar-lhe o grande momento do viver...
[...]
Carro estacionado ao fim da rua
Inicia-se minha sina: findar a sua
Defender-te desse arremedo de vida
Despertar-te dessa noite mal dormida
Passos leves pra invadir tua prisão
Pois chamas de lar o que tenho por clausura
Assim como chamo de remédio o que tens por loucura
Poucos minutos restando pra mitigar teu coração,
Livrar tua alma desse teu escuro porão.
Entenderás que aqui a voz do “livre arbítrio”
Não soa nem mais alto nem mais forte que teus gritos.
domingo, 2 de março de 2008
As boas vindas... (mais a título de ser uma introdução do que uma simpática recepção convidativa).
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Sejam bem-vindas... Pessoas de vidro.
Ecoem transparentes quando lhes convir...
Não escutem os outros, mas sempre se façam ouvir
Permaneçam eternas no relento natural
Sejam efêmeras nas mãos de uma criança
Façam a dança,
enquanto a alma se cansa de viver num umbral
Sirvam-lhes dúvidas quando precisarem de exatidão
Em sua boa vontade, ofereçam só seus restos
Sejam lestos,
Ao negar bem de perto os pedidos de perdão.
Mostrem-se frágeis ao se criar
Preservem-se afiadas quando se quebram
Imutáveis na frieza do pensar
Inconstantes no calor do momento
Mas sejam sempre bem-vindas...
Pessoas de vidro.
Sejam bem-vindas... Pessoas de vidro.
Ecoem transparentes quando lhes convir...
Não escutem os outros, mas sempre se façam ouvir
Permaneçam eternas no relento natural
Sejam efêmeras nas mãos de uma criança
Façam a dança,
enquanto a alma se cansa de viver num umbral
Sirvam-lhes dúvidas quando precisarem de exatidão
Em sua boa vontade, ofereçam só seus restos
Sejam lestos,
Ao negar bem de perto os pedidos de perdão.
Mostrem-se frágeis ao se criar
Preservem-se afiadas quando se quebram
Imutáveis na frieza do pensar
Inconstantes no calor do momento
Mas sejam sempre bem-vindas...
Pessoas de vidro.
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